quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 6 de outubro de 2009
SEMINÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
DE 20 A 21 DE OUTUBO DE 2009
DECRETO 115 DE 28 DE SETEMBRO DE 2009 - PREFEITURA DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
http://www.io.rj.gov.br/asps/visualiza_pdf.asp
DE 20 A 21 DE OUTUBO DE 2009
DECRETO 115 DE 28 DE SETEMBRO DE 2009 - PREFEITURA DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
http://www.io.rj.gov.br/asps/visualiza_pdf.asp
sábado, 18 de abril de 2009
A segunda edição da Bienal Anual Búzios especial/BABe foi aberta ao público dia 27 de março com trabalhos de 17 artistas. Os convidados ocuparam livremente os 420m² do galpão situado na Orla Bardot 534, no Centro de Búzios.
Os meios expressivos utilizados nesta edição da BAB(e) alternam a tecnologia digital audiovisual com a performance e com as técnicas mistas dispostos no espaço PEMBA como sites specifics.
A videoarte é a linguagem predominante na mostra com participação especial da crítica de arte e curadora independente Lígia Canongia, que apresenta uma seleção de trabalhos históricos, internacionais e o inédito da carioca Daisy Xavier.
Além do material da curadora, participam Celina Portella e Elisa Pessoa com o vídeo Passagens; Franklin Cassaro com o inédito Teaser drum e Roberto Cabot com Burkini, selecionado para a Bienal de Sharjah, que será filmado em Búzios já que o nano vídeo não seguirá para a mostra nos Emirados Árabes Unidos, porque o artista declinou do convite à sua participação por discordar da censura prévia aos meios de expressão e à identidade racial.
O módulo “Conexão Digital”, com Simone Michelin, única representante com arte tecnologia na Bienal de Havana, vai “tentar” fazer conexão Havana/Búzios durante a abertura da bienal cubana, no dia 28 de março. Em verdade, o trabalho é uma “proposição”, já que Cuba não prevê a disponibilidade pública de sistemas de comunicação e informação, reflexo da censura ideológica. In loco a artista esta averiguando quais os caminhos possíveis para a emissão de imagens e/ou sons entre as duas bienais.
Paulo Vivacqua vai ampliar sua instalação Anêmonas, que vai acondicionar o espaço expositivo intervindo na acústica do prédio pela emissão de sinais sonoros.
Bernardo Ramalho vai instalar seu penetrável Altar do amor – uma construção arquitetural que remete aos penetráveis de Hélio Oiticica, mas que enfatiza o caráter amoroso nas relações humanas.
Hugo Houayek construirá uma instalação da série Transpaint, obra que “consiste em ocupar o espaço de exposição montando o trabalho com material comprado no comércio local”. Rosana Ricalde imprimiu xilogravuras de aves raras sobre uma centena de pipas e reivindica uma ação coletiva, voltando a atenção do público para a consciência ecológica com o instrumento lúdico. Seu parceiro Felipe Barbosa reedita a escultura Abrigo, feita com barracas de praia e pregadores de roupa, sugerindo também a participação do espectador.
Daniel Toledo tem como uma de suas propostas o trabalho da série Interditados, executado em 2008 na École de Beaux Arts, em Paris. Em Búzios, a obra ganha nova configuração como intervenção urbana que vai chamar a atenção para a arte “que já existe”.
O Grupo Opavivará! dá novo tratamento as versões anteriores do lounge Narguilé e propõe a interatividade simultânea para até oito participantes. O objeto construído pelo grupo utiliza receita à base de especiarias para resgatar rituais ancestrais de convivência. O grupo se apresentou na última versão da ARCO, em Madri.
Laura Lima, uma das curadoras da edição 2009 da Bienal do Mercosul, traz para Búzios, em simultaneidade com o MAM de São Paulo, um dos trabalhos da série Monte de irônicos – palhaço.
Maurício Ruiz edita uma de suas intervenções na mídia de informação e divulgação de mercadorias distorcendo o conteúdo comercial pelo uso da mensagem irônica subliminar.
Mas a Bienal Anual não termina por aqui. Uma versão virtual do evento será lançada na web em espaço 3D, com animação pelo site www.projetoconcreto.com, projeto de Ricardo Mattos com fotos e registros de Luciano Bogado, realização do Projeto Concreto.
Os meios expressivos utilizados nesta edição da BAB(e) alternam a tecnologia digital audiovisual com a performance e com as técnicas mistas dispostos no espaço PEMBA como sites specifics.
A videoarte é a linguagem predominante na mostra com participação especial da crítica de arte e curadora independente Lígia Canongia, que apresenta uma seleção de trabalhos históricos, internacionais e o inédito da carioca Daisy Xavier.
Além do material da curadora, participam Celina Portella e Elisa Pessoa com o vídeo Passagens; Franklin Cassaro com o inédito Teaser drum e Roberto Cabot com Burkini, selecionado para a Bienal de Sharjah, que será filmado em Búzios já que o nano vídeo não seguirá para a mostra nos Emirados Árabes Unidos, porque o artista declinou do convite à sua participação por discordar da censura prévia aos meios de expressão e à identidade racial.
O módulo “Conexão Digital”, com Simone Michelin, única representante com arte tecnologia na Bienal de Havana, vai “tentar” fazer conexão Havana/Búzios durante a abertura da bienal cubana, no dia 28 de março. Em verdade, o trabalho é uma “proposição”, já que Cuba não prevê a disponibilidade pública de sistemas de comunicação e informação, reflexo da censura ideológica. In loco a artista esta averiguando quais os caminhos possíveis para a emissão de imagens e/ou sons entre as duas bienais.
Paulo Vivacqua vai ampliar sua instalação Anêmonas, que vai acondicionar o espaço expositivo intervindo na acústica do prédio pela emissão de sinais sonoros.
Bernardo Ramalho vai instalar seu penetrável Altar do amor – uma construção arquitetural que remete aos penetráveis de Hélio Oiticica, mas que enfatiza o caráter amoroso nas relações humanas.
Hugo Houayek construirá uma instalação da série Transpaint, obra que “consiste em ocupar o espaço de exposição montando o trabalho com material comprado no comércio local”. Rosana Ricalde imprimiu xilogravuras de aves raras sobre uma centena de pipas e reivindica uma ação coletiva, voltando a atenção do público para a consciência ecológica com o instrumento lúdico. Seu parceiro Felipe Barbosa reedita a escultura Abrigo, feita com barracas de praia e pregadores de roupa, sugerindo também a participação do espectador.
Daniel Toledo tem como uma de suas propostas o trabalho da série Interditados, executado em 2008 na École de Beaux Arts, em Paris. Em Búzios, a obra ganha nova configuração como intervenção urbana que vai chamar a atenção para a arte “que já existe”.
O Grupo Opavivará! dá novo tratamento as versões anteriores do lounge Narguilé e propõe a interatividade simultânea para até oito participantes. O objeto construído pelo grupo utiliza receita à base de especiarias para resgatar rituais ancestrais de convivência. O grupo se apresentou na última versão da ARCO, em Madri.
Laura Lima, uma das curadoras da edição 2009 da Bienal do Mercosul, traz para Búzios, em simultaneidade com o MAM de São Paulo, um dos trabalhos da série Monte de irônicos – palhaço.
Maurício Ruiz edita uma de suas intervenções na mídia de informação e divulgação de mercadorias distorcendo o conteúdo comercial pelo uso da mensagem irônica subliminar.
Mas a Bienal Anual não termina por aqui. Uma versão virtual do evento será lançada na web em espaço 3D, com animação pelo site www.projetoconcreto.com, projeto de Ricardo Mattos com fotos e registros de Luciano Bogado, realização do Projeto Concreto.
quinta-feira, 5 de março de 2009
AINDA, À CAMINHO DAS INDIAS
Na sequencia de textos com veio autobiográfico tomei como modelo a educação que se inicia em casa com a família e estende-se através do sistema da escola, os mestres e educadores para falar do modo como somos providos e promovemos transformações por meio da cultura. Alguns folheiam revistas de “celebridades” outros lêem biografias de personalidades, mas apesar das diferenças de estilo o que se busca é um olhar sobre a, identidade, às convenções e a vida em sociedade. Mas o que são convenções sociais? Diria que “moldes” que agrupam os indivíduos colocando-os lado a lado, de “bico calado”, alheios a possibilidade de transformar uma situação insatisfatória ou opressora. Sabemos que não havia bruxas na época da Inquisição, tratava-se de uma artimanha da igreja para manter seu poderio. Assim foi imposta uma ordem, uma convenção para manter o curso da História, um espetáculo público pelo horror e pelo medo. Hoje, um outro tempo, o espetáculo se instala nos espaços públicos em acordo com os novos mecanismos da “ordem pública” para disseminar o horror diante das forças que o poder não consegue adestrar. O carnaval é uma festa que cultua padrões e convenções profanas, seus personagens bufos e transgressores se apresentam com mascaras sugerindo uma persona. Não somos aquele, somos outro. O Momo, rei dos excessos expõem sua adiposidade como parte da comédia humana. Hoje não são mais tão venerados por não serem saudáveis diante de um mundo que cultua a imagem sarada, limpa, tratada à base da ingesta de batatas, claras, muita malhação e quem sabe uma dose de silicone. Desse modo também a imagem dos políticos se molda na base indigesta do desvio de dinheiro público e factóides. Notamos o triunvirato de prefeito, governador e presidente no Sambódromo a modelar um corpo político harmônico predisposto a afastar da mídia as denuncia de corrupção do senador Jarbas Lopes. Vimos a alegria dos comensais do poder frente à crise mundial. Crise?! Num aparecimento midiático, estratégico, sem anunciações ou louvores que caberiam à presença de um chefe de Estado. Lula da Silva era só felicidade. Na maior festa popular do país, focado, simulou para o mundo uma adesão tácita entre o governante e seu povo. Tudo embalado com muito samba, suor, cerveja e confetes lançados em forma de camisinhas que parecia comemorar as declarações de Michel Temer: “Não é o só o PMDB que é corrupto o PT e PSDB também são”. Bingo! Dá ou não dá vergonha de ser brasileiro? O escancaro das apurações jornalísticas não param de expor o jogo sujo dos políticos brasileiros. Nas pagina 44/45 da Veja, dessa semana, fica claro como os municípios escapam da fiscalização de suas contas e esvaziam o erário público. Era bom que todos lessem. Aliás, ouvi dizer que tínhamos ministeriáveis em Búzios, lugar de samba do afrodescendente doido. Ordem pública é o caralho. Vamos nessa que é bom à beça. “Vê se chupa, mas não baba” porque “eu vou ali e volto já” para garantir o meu “bifinho”. Quero ver vigorar os 80 cm de deck. Oitenta????? Uiiii!!!! Tenta meu bem! Bota Jorge! Tira Casas Brancas. Tira Sawasdee. Bota Jorge! Tira tudo, Zé!!! Abre-alas que tem turista querendo passar. O Doutor disse que depois de 1º de março não pôoooooooode mais! Vale a pena uma excursão ao Centro de Búzios: nada mais “sofisticado”. Confira
Na sequencia de textos com veio autobiográfico tomei como modelo a educação que se inicia em casa com a família e estende-se através do sistema da escola, os mestres e educadores para falar do modo como somos providos e promovemos transformações por meio da cultura. Alguns folheiam revistas de “celebridades” outros lêem biografias de personalidades, mas apesar das diferenças de estilo o que se busca é um olhar sobre a, identidade, às convenções e a vida em sociedade. Mas o que são convenções sociais? Diria que “moldes” que agrupam os indivíduos colocando-os lado a lado, de “bico calado”, alheios a possibilidade de transformar uma situação insatisfatória ou opressora. Sabemos que não havia bruxas na época da Inquisição, tratava-se de uma artimanha da igreja para manter seu poderio. Assim foi imposta uma ordem, uma convenção para manter o curso da História, um espetáculo público pelo horror e pelo medo. Hoje, um outro tempo, o espetáculo se instala nos espaços públicos em acordo com os novos mecanismos da “ordem pública” para disseminar o horror diante das forças que o poder não consegue adestrar. O carnaval é uma festa que cultua padrões e convenções profanas, seus personagens bufos e transgressores se apresentam com mascaras sugerindo uma persona. Não somos aquele, somos outro. O Momo, rei dos excessos expõem sua adiposidade como parte da comédia humana. Hoje não são mais tão venerados por não serem saudáveis diante de um mundo que cultua a imagem sarada, limpa, tratada à base da ingesta de batatas, claras, muita malhação e quem sabe uma dose de silicone. Desse modo também a imagem dos políticos se molda na base indigesta do desvio de dinheiro público e factóides. Notamos o triunvirato de prefeito, governador e presidente no Sambódromo a modelar um corpo político harmônico predisposto a afastar da mídia as denuncia de corrupção do senador Jarbas Lopes. Vimos a alegria dos comensais do poder frente à crise mundial. Crise?! Num aparecimento midiático, estratégico, sem anunciações ou louvores que caberiam à presença de um chefe de Estado. Lula da Silva era só felicidade. Na maior festa popular do país, focado, simulou para o mundo uma adesão tácita entre o governante e seu povo. Tudo embalado com muito samba, suor, cerveja e confetes lançados em forma de camisinhas que parecia comemorar as declarações de Michel Temer: “Não é o só o PMDB que é corrupto o PT e PSDB também são”. Bingo! Dá ou não dá vergonha de ser brasileiro? O escancaro das apurações jornalísticas não param de expor o jogo sujo dos políticos brasileiros. Nas pagina 44/45 da Veja, dessa semana, fica claro como os municípios escapam da fiscalização de suas contas e esvaziam o erário público. Era bom que todos lessem. Aliás, ouvi dizer que tínhamos ministeriáveis em Búzios, lugar de samba do afrodescendente doido. Ordem pública é o caralho. Vamos nessa que é bom à beça. “Vê se chupa, mas não baba” porque “eu vou ali e volto já” para garantir o meu “bifinho”. Quero ver vigorar os 80 cm de deck. Oitenta????? Uiiii!!!! Tenta meu bem! Bota Jorge! Tira Casas Brancas. Tira Sawasdee. Bota Jorge! Tira tudo, Zé!!! Abre-alas que tem turista querendo passar. O Doutor disse que depois de 1º de março não pôoooooooode mais! Vale a pena uma excursão ao Centro de Búzios: nada mais “sofisticado”. Confira
Todavía en camino hacia Las Indias.
En la secuencia de textos com tono autobiográfico, en los que traté sobre la forma en la que somos provistos y promovemos nuestras transformaciones por medio de la cultura, tomé como modelo a la educación, que se inicia en casa con la familia y se extiende a través del sistema escolar, los maestros y educadores. Algunas personas hojean revistas de “celebridades”, otras leen biografías de personalidades, mas a pesar de las diferencias de estilo, lo que se busca es echar um vistazo sobre la identidad, en contraposición a las convenciones de la vida en sociedad. ¿Pero qué son convenciones sociales? Yo diría que moldes que forjan grupos de individuos, colocándolos en hilerita, bien calladitos, ajenos a cualquier posibilidad de transformar una situación insatisfactoria u opresora. Sabemos que no había brujas en la época de la inquisición. Se trataba de una artimaña de la Iglesia para imponer su poderío. Fue impuesto un orden, una convención, para mantener el curso de la historia. De esa forma se instaló un espectáculo público a través del horror, por imposición del miedo. Hoy el espectáculo se monta en los espacios públicos para diseminar el horror frente a fuerzas que el poder no consigue adiestrar de acuerdo con los nuevos mecanismos de “orden público”.
El carnaval es una fiesta que honra patrones y convenciones profanas. Sus personajes bufos y transgresores se presentan con máscaras, sugiriendo una persona. No somos aquel, somos otro. Momo, rey del exceso, se expone en adiposidades como parte de la comedia humana, hoy no tan venerado por no ser saludable para aquel mundo que rinde culto a una imagen sana, limpia y tratada a base de ingestión de papas, claras de huevo, mucha gimnasia y quizás una dosis de siliconas.
Así también son moldeadas las imágenes de los políticos, con una base indigesta de falsedades y mucho desvío de dinero público. Nótese por ejemplo el triunvirato de prefecto, gobernador y presidente en el Sambódromo, modelando un cuerpo político armónico para alejar de los medios de comunicación las denuncias de corrupción expuestas por el senador Jarbas Lópes. Vimos la alegría de los comensales del poder frente a la crisis mundial ¿crisis? En una aparición mediática estratégica, sin los honores (¿o mejor dicho abucheos?) que se justifican ante la presencia de un Jefe de Estado, Lula da Silva era pura felicidad. En la mayor fiesta popular del país, enfocado por las cámaras simuló para el mundo una adhesión tácita entre los gobernantes y el pueblo. Todo empaquetado, con mucho samba, sudor y cerveza, donde el papel picado lanzado en forma de preservativos parecía rememorar las declaraciones de Michel Temer: “No sólo es corrupto el PMDB, el PT y el PSDB también lo son” ¡Bingo! ¿Da o no vergüenza ser brasileño? Las investigaciones periodísticas de la semana pasada expusieron aún más el juego sucio de los políticos brasileños. En las páginas 44/45 de Veja, queda claro cómo los municipios escapan con facilidad de la fiscalización de sus cuentas y cómo vacían el erario público. Era bueno que todos lo leyeran. A propósito, oí decir que tenemos ministeriables en Búzios, lugar de samba y de afrodescendente loco. ¡Orden público un carajo!. ¡Dale que va! Fijate si chupa pero no babea*1 porque voy ahí y ya vuelvo*2 para garantizar mi curro.
Quiero ver entrar en vigor la reglamentación de los ochenta centímetros de uso máximo del deck para restaurantes y comercios. ¿ochenta? ¡Uy! Inténtalo querido. Saca a Casas Brancas, saca a Sawasdee, saca la mano Antonio, ¡saca todo Zé! Abre paso querido que hay turistas queriendo pasar. El doctor dijo que después del primero de Marzo NO SE PUEDE MÁS. ¿Cuál es la compañía de telefonía celular de esta vez? Vale la pena una consulta en el puestito gigante montado en la plaza Santos Dumont. Ahí y en los alrededores se puede encontrar información sobre entretenimientos para los menos privilegiados. Vale la pena una excursión al centro de Búzios: nada más refinado. Confírmelo.
*1 “chupa mas não baba” nombre de un bloco de Carnaval de Búzios * 2 “vou ali e volto já” nombre de un bloco de Carnaval de Búzios
Still on the way to the Indies
Along the sequence of texts with an autobiographical tone in which I wrote about the way we are provided and we promote our transformations through culture, I took education as a model, starting at home with the family and extending itself throughout the system of school, teachers and educators. Some people leaf through magazines of “celebrities”, other read biographies of personages, but despite the differences of style, what is sought is a peek into identity, in opposition to the conventions of life in a society. But what are social conventions? I’d rather say they are casts which shape groups of individuals, placing them side to side, behaving themselves, aside of any chance of transforming an unsatisfactory or oppressive situation. We know that there were not witches during the Inquisition, it was only a trick of the Catholic Church to maintain its power. An order was instilled, a convention, to keep the course of history. Thus a public show through horror and fear was installed. Today the show is performed in public spaces in order to spread the horror caused by forces that the ruling power cannot control by complying to the new mechanisms of “public order”.
Carnival is a celebration that honors pagan patterns and conventions. Its buffoonish and transgressing characters turn up with masks, pretending to be a person. We’re not that guy, we’re another. Momo, king of excess, is exposed in adiposities as part of the human comedy, not so loathed today since it’s not good for that world that worships a wholesome and clean image, based on the ingestion of potatoes, egg whites, lots of gym and perhaps a pinch of silicone.
So are also shaped the images of politicians, with an indigestible mix of lies and quite a lot of money diversion. Notice for instance the triumvirate of mayor, governor and president in the Sambodrome, modeling a harmonic political body to keep away from media the accusations of corruption exposed by senator Jarbas Lópes. We saw the joy of the power diners in opposition to the world crisis. Crisis? In a strategic mediatic appearance without honors (or would boos fit better?) justified by the presence of a Chief of State. Lula da Silva was sheer happiness. In the country’s major popular party, focused by the cameras, he simulated to the world an implicit adhesion between the government leaders and the people. All wrapped together with a lot of samba, sweat and beer, where confetti, scattered as condoms, seemed to recall the statements of Michel Temer: “Not only the PMDB is corrupt, so are the PT and PSDB” Bingo! Is it or is it not ashaming to be Brazilian? The nasty journalistic investigations last week exposed even more the foul play of Brazilian politicians. In pages 44/45 of Veja magazine is made clear how counties easily escape control of their accounts and drain on the Exchequer. It was good for everyone to read. By the way, I heard that we had ministrables in Búzios, place of samba and mad afroamericans. Public order my ass! Keep it going
Check if it “sucks but doesn’t drool“*1 ‘cause “I go there and be right back”* 2 to guarantee my envelope. I want to see coming into force the regulation of eighty centimiters of maximum usage of the deck for restaurants and stores. Eighty? Try honey. Remove Casas Brancas, Remove Sawasdee, take everything away Zé! There are tourists wanting to pass by. Doctor said that after March 1st that WILL NOT BE allowed. What’s the cellphone company this time? It’s worth a query in the huge kiosk set up in Santos Dumont square. There and surroundings, information about entertainment for the least privileged can be found. It’s worth an excursion to Búzios downtown: “nothing more sophisticated” Check it out.
En la secuencia de textos com tono autobiográfico, en los que traté sobre la forma en la que somos provistos y promovemos nuestras transformaciones por medio de la cultura, tomé como modelo a la educación, que se inicia en casa con la familia y se extiende a través del sistema escolar, los maestros y educadores. Algunas personas hojean revistas de “celebridades”, otras leen biografías de personalidades, mas a pesar de las diferencias de estilo, lo que se busca es echar um vistazo sobre la identidad, en contraposición a las convenciones de la vida en sociedad. ¿Pero qué son convenciones sociales? Yo diría que moldes que forjan grupos de individuos, colocándolos en hilerita, bien calladitos, ajenos a cualquier posibilidad de transformar una situación insatisfactoria u opresora. Sabemos que no había brujas en la época de la inquisición. Se trataba de una artimaña de la Iglesia para imponer su poderío. Fue impuesto un orden, una convención, para mantener el curso de la historia. De esa forma se instaló un espectáculo público a través del horror, por imposición del miedo. Hoy el espectáculo se monta en los espacios públicos para diseminar el horror frente a fuerzas que el poder no consigue adiestrar de acuerdo con los nuevos mecanismos de “orden público”.
El carnaval es una fiesta que honra patrones y convenciones profanas. Sus personajes bufos y transgresores se presentan con máscaras, sugiriendo una persona. No somos aquel, somos otro. Momo, rey del exceso, se expone en adiposidades como parte de la comedia humana, hoy no tan venerado por no ser saludable para aquel mundo que rinde culto a una imagen sana, limpia y tratada a base de ingestión de papas, claras de huevo, mucha gimnasia y quizás una dosis de siliconas.
Así también son moldeadas las imágenes de los políticos, con una base indigesta de falsedades y mucho desvío de dinero público. Nótese por ejemplo el triunvirato de prefecto, gobernador y presidente en el Sambódromo, modelando un cuerpo político armónico para alejar de los medios de comunicación las denuncias de corrupción expuestas por el senador Jarbas Lópes. Vimos la alegría de los comensales del poder frente a la crisis mundial ¿crisis? En una aparición mediática estratégica, sin los honores (¿o mejor dicho abucheos?) que se justifican ante la presencia de un Jefe de Estado, Lula da Silva era pura felicidad. En la mayor fiesta popular del país, enfocado por las cámaras simuló para el mundo una adhesión tácita entre los gobernantes y el pueblo. Todo empaquetado, con mucho samba, sudor y cerveza, donde el papel picado lanzado en forma de preservativos parecía rememorar las declaraciones de Michel Temer: “No sólo es corrupto el PMDB, el PT y el PSDB también lo son” ¡Bingo! ¿Da o no vergüenza ser brasileño? Las investigaciones periodísticas de la semana pasada expusieron aún más el juego sucio de los políticos brasileños. En las páginas 44/45 de Veja, queda claro cómo los municipios escapan con facilidad de la fiscalización de sus cuentas y cómo vacían el erario público. Era bueno que todos lo leyeran. A propósito, oí decir que tenemos ministeriables en Búzios, lugar de samba y de afrodescendente loco. ¡Orden público un carajo!. ¡Dale que va! Fijate si chupa pero no babea*1 porque voy ahí y ya vuelvo*2 para garantizar mi curro.
Quiero ver entrar en vigor la reglamentación de los ochenta centímetros de uso máximo del deck para restaurantes y comercios. ¿ochenta? ¡Uy! Inténtalo querido. Saca a Casas Brancas, saca a Sawasdee, saca la mano Antonio, ¡saca todo Zé! Abre paso querido que hay turistas queriendo pasar. El doctor dijo que después del primero de Marzo NO SE PUEDE MÁS. ¿Cuál es la compañía de telefonía celular de esta vez? Vale la pena una consulta en el puestito gigante montado en la plaza Santos Dumont. Ahí y en los alrededores se puede encontrar información sobre entretenimientos para los menos privilegiados. Vale la pena una excursión al centro de Búzios: nada más refinado. Confírmelo.
*1 “chupa mas não baba” nombre de un bloco de Carnaval de Búzios * 2 “vou ali e volto já” nombre de un bloco de Carnaval de Búzios
Still on the way to the Indies
Along the sequence of texts with an autobiographical tone in which I wrote about the way we are provided and we promote our transformations through culture, I took education as a model, starting at home with the family and extending itself throughout the system of school, teachers and educators. Some people leaf through magazines of “celebrities”, other read biographies of personages, but despite the differences of style, what is sought is a peek into identity, in opposition to the conventions of life in a society. But what are social conventions? I’d rather say they are casts which shape groups of individuals, placing them side to side, behaving themselves, aside of any chance of transforming an unsatisfactory or oppressive situation. We know that there were not witches during the Inquisition, it was only a trick of the Catholic Church to maintain its power. An order was instilled, a convention, to keep the course of history. Thus a public show through horror and fear was installed. Today the show is performed in public spaces in order to spread the horror caused by forces that the ruling power cannot control by complying to the new mechanisms of “public order”.
Carnival is a celebration that honors pagan patterns and conventions. Its buffoonish and transgressing characters turn up with masks, pretending to be a person. We’re not that guy, we’re another. Momo, king of excess, is exposed in adiposities as part of the human comedy, not so loathed today since it’s not good for that world that worships a wholesome and clean image, based on the ingestion of potatoes, egg whites, lots of gym and perhaps a pinch of silicone.
So are also shaped the images of politicians, with an indigestible mix of lies and quite a lot of money diversion. Notice for instance the triumvirate of mayor, governor and president in the Sambodrome, modeling a harmonic political body to keep away from media the accusations of corruption exposed by senator Jarbas Lópes. We saw the joy of the power diners in opposition to the world crisis. Crisis? In a strategic mediatic appearance without honors (or would boos fit better?) justified by the presence of a Chief of State. Lula da Silva was sheer happiness. In the country’s major popular party, focused by the cameras, he simulated to the world an implicit adhesion between the government leaders and the people. All wrapped together with a lot of samba, sweat and beer, where confetti, scattered as condoms, seemed to recall the statements of Michel Temer: “Not only the PMDB is corrupt, so are the PT and PSDB” Bingo! Is it or is it not ashaming to be Brazilian? The nasty journalistic investigations last week exposed even more the foul play of Brazilian politicians. In pages 44/45 of Veja magazine is made clear how counties easily escape control of their accounts and drain on the Exchequer. It was good for everyone to read. By the way, I heard that we had ministrables in Búzios, place of samba and mad afroamericans. Public order my ass! Keep it going
Check if it “sucks but doesn’t drool“*1 ‘cause “I go there and be right back”* 2 to guarantee my envelope. I want to see coming into force the regulation of eighty centimiters of maximum usage of the deck for restaurants and stores. Eighty? Try honey. Remove Casas Brancas, Remove Sawasdee, take everything away Zé! There are tourists wanting to pass by. Doctor said that after March 1st that WILL NOT BE allowed. What’s the cellphone company this time? It’s worth a query in the huge kiosk set up in Santos Dumont square. There and surroundings, information about entertainment for the least privileged can be found. It’s worth an excursion to Búzios downtown: “nothing more sophisticated” Check it out.
*1 “chupa mas não baba” name of one of Búzios’ carnival blocks * 2 “vou ali e volto já” name of one of Búzios’ carnival blocks
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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